Tempo do Advento


O Tempo do Advento é um tempo de espera, que nos possibilita refletir sobre a vinda de Jesus. Como Maria e José vamos preparando a nossa manjedoura para receber o Cristo que vai chegar.

Assim, fomos ao longo deste tempo nos preparando, refletindo sobre a Palavra de Deus que no Primeiro Domingo nos mostrou como devemos estar prontos e vigilantes para a vinda do senhor. Segundo o Papa Francisco, “Vigiar não significa ter materialmente os olhos abertos, mas ter o coração livre e voltado para a direção justa, isto é, disposto à doação e ao serviço".

                      “Eis aqui a serva do Senhor faça-se em mim segundo a Tua palavra!” (Lc 1,38) No Segundo Domingo fomos exortados a nos colocar diante de Deus, dispondo-nos a cumprir e colaborar com a vontade divina por meio da nossa vocação ao Amor.


O Terceiro Domingo é o da Alegria, alegremo-nos pois Deus cumpre suas promessas. Com alegria, vamos enchendo nosso coração de esperança, na certeza de que Jesus vem para afastar nosso desânimo, fazendo com que olhemos para tudo de melhor que nos foi e é oferecido nesta caminhada de povo de Deus.  Espelhemo-nos na Virgem Maria, Ela é sinal vivo de que “a esperança não decepciona” (Rm 5,5). Peçamos a nossa boa Mãe do Céu que nos ensine a esperar na alegria.



No quarto domingo do Advento, nos deparamos com a figura de José. Ele que de tanto amor a Maria, sem entender o que estava acontecendo, decidiu fugir. Mas, avisado em sonho pelo Anjo do Senhor, aceitou sua esposa. 

Seguindo o exemplo de Maria e José, deixemos Deus ser Deus dentro de nós e agir conforme sua vontade para nossa vida.
Aguardemos confiantes, o Jesus que vai chegar! 

Fonte: Vatican news; Liturgia Diária; Homilias do Pe. Marcos Oliveira.

Pascom/2019.



Vocação: chamado de Deus!

“Um dia escutei teu chamado, divino recado, batendo no coração”

Como ouvir esta voz e saber distingui-la de tantas outras? Será que sou eu o chamado?
Dúvidas podem brotar no coração. No entanto, a Voz de Deus se faz ouvir na caminhada, nos sinais que vão sendo apresentados ao longo do caminho. Serenidade ao dizer sim, Perseverança diante dos tropeços, Fé frente as incertezas.
Assim, os dias foram passando... Para a Paróquia São João Batista de Nhandeara, partilhar da caminhada de dois jovens, Bruno e Guilherme, tem sido um presente de Deus. Acompanhá-los cada ano, cada etapa vencida, é beber da fonte que Deus oferece a eles e a todos os paroquianos.
Quanta alegria poder comemorar, celebrar com nossos Seminaristas este momento de conclusão de mais uma etapa rumo ao Sacerdócio. Hoje, finalizando a Filosofia, daqui quatro anos, a Teologia.
Alicerçados na Fé, tendo como exemplo o nosso Diretor/Pai Espiritual Padre Marcos, contando com o apoio do Padre Nilson e de toda a Comunidade, com a Graça de Deus, caminharemos juntos, buscando vencer esta nova etapa.
Paróquia São João Batista, juntos, Rumo à Teologia!






 "Todos os Santos"  e "Finados

O mês de Novembro tem no seu início duas datas importantes para os cristãos-católicos: 1º/11 - Dia de Todos os Santos e dia 02/11 - Dia de Finados.
Para esclarecer nossas dúvidas quanto a essas datas, o Seminarista Bruno Luiz nos apresenta os textos a seguir. Boa Leitura!
Seminarista Bruno Luiz

Dia de Todos os Santos 

“Somos todos chamados à santidade”: foi o que recordou o Papa Francisco ao rezar com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro o Angelus por ocasião da Solenidade de Todos os Santos, celebrada no dia 3 no Brasil, por ser uma solenidade de tamanha importância. 
Neste dia, a Igreja militante (que luta na Terra) honra a Igreja triunfante do Céu, “celebrando, numa única solenidade, todos os Santos”, como diz o sacerdote na oração da Santa Missa. 
A marca dos santos são as bem-aventuranças que Jesus proclamou no Sermão da Montanha, por isso o Evangelho deste final de semana recorda os ensinamentos de Jesus sobre as bem-aventuranças. Os santos viveram todas as virtudes e, por isso, são exemplos de como seguir a Jesus Cristo. Deus prometeu dar a eterna bem-aventurança aos pobres no espírito, aos mansos, aos que sofrem e aos que têm fome e sede de justiça, aos misericordiosos, aos puros de coração, aos pacíficos, aos perseguidos por causa da justiça e a todos os que recebem o ultraje da calúnia, da maledicência, da ofensa pública e da humilhação.
Ao final da oração o Papa recordou que essas duas festas cristãs nos recordam o vínculo que existe entre a Igreja da terra e a do céu, “entre nós e os nossos entes queridos que passaram para a outra vida”. Olhando para as vidas dos santos, prosseguiu o Papa, somos encorajados a imitá-los. Entre eles, estão muitas testemunhas de uma santidade “da porta ao lado, daqueles que vivem perto de nós e são reflexo da presença de Deus”, pois quantos que por aqui passaram, quantos ainda já conhecemos, seja em nossa família ou em nossa comunidade, que levaram uma vida verdadeiramente santa. 
Rezemos assim por Todos os Santos e Santas da nossa Igreja, para que nos auxiliem ao caminho da santidade!


Dia de Finados

Primeiramente, é sempre preciso lembrar que o dia de Finados não é um feriado, mas sim um dia Santo, o qual devemos sempre guardar, recordando assim de nossos familiares e de todos aqueles que por aqui passaram, deixando um grande ensinamento para cada um de nós, como os nossos Santos.  
No dia de finados, como irmãos e como Igreja, pedimos e agradecemos por aqueles que já morreram mas continuam unidos a nós, pois essa união, segundo o Catecismo, “não se interrompe, pelo contrário, se vê fortalecida pela comunicação dos bens espirituais” ( CIC 955).
Celebramos, porém, o amor que não morre, “a vida que não é tirada mas transformada” (Prefácio dos mortos I), a comunhão dos santos, a alegria de sermos Igreja, a esperança certa de que um dia nos reencontraremos definitivamente. Então a saudade que certamente sentimos será abolida, esquecida, nem lembraremos mais, porque estaremos unidos a Ele pela eternidade e Nele reunidos continuaremos a amar, acima de tudo ao nosso Criador, mas também os irmãos que estarão, como hoje estamos, rumo à pátria celeste. 
Assim este dia não é para celebrar a dor ou o sofrimento, mas sim a alegria e a esperança expressa em nossos irmãos e irmãs já falecidos, que agora oram e intercedem por nós aqui na terra. Como já dizia Santa Teresinha: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”.

Cavalgada em Louvor a Nossa Senhora Aparecida

                   
                                             O que é uma Cavalgada?
A cavalgada é um passeio que percorre paisagens, lembrando os caminhos do homem do campo. No caso, A cavalgada do Bairro dos Portugueses tem motivo religioso e é em Louvor a Nossa Senhora Aparecida. Participam pessoas de todas as faixas etárias que com muita alegria se orgulham de acompanhar a imagem da mãe imaculada.
A cavalgada desse Bairro Rural originou-se de um motivo muito especial que vale a pena conhecer. A história que vamos acompanhar é, de fato, representatividade de fé, devoção e amor, acompanhemos.

História da Família


Dona Lúcia Cristina da Silva Souza veio para a comunidade dos Portugueses bem pequena, pois seus pais vieram trabalhar no local, estudou na escola da comunidade. Em 1974, para trabalhar na lavoura, vieram várias pessoas e uma delas S. Antônio Ribeiro de Souza, com 12 anos de idade e que segundo Dona Lúcia, a cortejou desde o princípio. E os olhares viraram namoro e uma união civil, “no cartório”.
Em 1983, com compromisso firmado, e um príncipe encomendado, o casal resolve se unir com as bênçãos de Deus em uma cerimônia de casamento comunitário na cidade de Nhandeara.  A união resultou em 3 preciosos filhos Rodrigo, Rony e o mais novo Robson.

Os meninos cresceram e foram trabalhar com o pai na fazenda próxima a Comunidade dos Portugueses, mais velhos, os meninos Rodrigo e Rony formaram sua família e acabaram indo morar fora da cidade com outros empregos. Fica então, mais próximo do pai o filho mais novo, Robson, que carinhosamente era tratado por Bob.
Robson, era menino que gostava de “inventar” moda, trazia as pessoas para perto. Juntamente com seus amigos, organizava quadrilhas e teatros na comunidade e nas festividades da Igreja. Certa vez, a pedido do Pároco Pe. Marcos, se apresentaram no dia de Nossa Senhora Aparecida, na Capela dedicada à Mãe. Era, realmente, um menino iluminado e muito criativo.
Em 2016, o rapaz, já casado convida o pai, familiares e outros companheiros para que fizessem uma pequena cavalgada do Sítio Santa Isabel, onde moravam, até a comunidade São Benedito. Conseguiu reunir 25 pessoas e assim fizeram a primeira cavalgada em família.
Em 2017, estavam preparando, com mais cuidado, o evento para ir até outro sítio próximo, nesse mesmo ano. Entretanto, em uma viagem, Robson e seu sogro, sofreram um grave acidente e vieram a falecer. Aquele menino, filho, companheiro, o “carrapato” segundo Dona Lúcia, deixou os pais companheiros, a esposa Joice e seus dois filhos, Davi Lucas e Maria Clara.
Aquele menino, chamado de Bob de jeito simples, e que arrebanhava a todos onde estava, deixou muita saudade e o coração dos seus com muita vontade de homenageá-lo. Nasceu então a 1ª Cavalhada em Homenagem a Bob E Tiba, que leva o nome dele e do sogro e, como é o mês de Nossa Senhora Aparecida, também em louvor à Mãe.

A família emocionada, hoje está à frente desse evento que se compõe pela Missa Celebrada na comunidade, seguida da cavalgada e encerrada com show de prêmios e almoço, tudo em prol à Capela Nossa Senhora de Fátima.
Com certeza Robson, foi um grande missionário de amor por onde passou e sua família fez da dor o serviço missionário de Deus. Ser missionário é esquecer a sua dor e transformá-la em amor.















O DIA DE SÃO BENEDITO



Foto da missa em Louvor a São Bendito (Por: Lívia Silveira Franco)

         HISTÓRIA DO SANTO
No dia 05 de outubro comemoramos o dia de São Benedito.  Nascido no ano de 1524, o santo negro, descendente de pais escravos vindos da Etiópia, mas  com nacionalidade italiana e livre.
Por volta dos 17 anos de idade, São Benedito iniciou sua caminhada na vida religiosa na ordem Contemplativa Franciscana, uma ramificação, não oficial, da ordem franciscana. No entanto, depois de um tempo, por ordem do Papa Paulo IV, essa ordem foi extinta. Com isso, o São Benedito passou a servir a outra comunidade Francisca, agora reconhecida pela Igreja, no convento de Santa Maria de Jesus.
Nesse novo convento, com muita humildade, espiritualidade dedicou-se dezenas de anos aos trabalhos      dentro da cozinha, como cozinheiro, ele queria apenas servir o irmão.  Por esse motivo, dizemos que é o padroeiro dos cozinheiros.
         Nossa paróquia possui um bairro rural que leva o nome de São Benedito. Acompanhemos essa história.

HISTÓRIA DO BAIRRO
         Por volta de 1912, Sr. Virgilio Marcondes do Nascimento, casado com Srª Cândida Cornélia Jesus, com 5 filhos comprou um sítio na região e vem morar com sua família.

        
            Sr. Virgilio Marcondes do Nascimento (foto: Lucimarco)

         Depois de um certo tempo, um de seus filhos , Sr. João Batista do Nascimento, casa-se com a Sr. Alexandrina do Carmo Gonçalves e vai morar no córrego  do Martins. Nesse tempo, em 1928, Sr. João participou da fundação da cidade de Nhandeara, juntamente com Sr. Joaquim Fernandes de Melo, conforme regido no documento da história da cidade.

 
          Sr. João Batista do Nascimento (foto: Lucimarco)                                                                                                                         Sra. Alexandrina do Carmo Gonçalves (foto: Lucimarco)

  
 Sra. Alexandrina do Carmo Gonçalves e Sr. João Batista do Nascimento  (foto: Lucimarco)                                                                            Sr. Virgilo  segurando a cruz na  Missa da Fundação de Nhandeara em 24 de junho de 1928 (foto: Lucimarco)                              

Em 1932, Sr. João Batista parte para a Revolução de 32, onde correspondia-se por carta com sua senhora. Quando volta da Revolução, passa mais um tempo na propriedade onde se casaram.

Entretanto,1942 compra uma propriedade do Sr. Antonio Bento Costa, terras que eram conhecidas como Córrego do Catingueiro e lá doou parte  da propriedade para a construção da primeira escola do bairro nomeada como EEPG do Córrego do Catingueiro.Nesse tempo, também, vem ao mundo Helena do Carmo Duarte, a primeira criança nascida naquela comunidade rural.    
Em 1958, construíram a Igreja, cujo padroeiro foi escolhido São Benedito. Mais tarde, o Bairro seria conhecido com o nome do Santo, como é chamado até os dias atuais de Vila São Benedito.
         Sr. João faleceu em 1978, aos 75 anos de idade e deixou seu legado a família que cuida com muito zelo do local até hoje. O bairro atualmente possui 22 famílias e delas 12 são católicas. As missas, na comunidade, são quinzenais celebradas pelo pároco, Pe. Marcos, intercaladas às celebrações da palavra realizadas pelo Ministro Lucimarco Severo Duarte, membro da família fundadora e que reside no local.

         COMEMORAÇÃO DO DIA 05 OUTUBRO

         O bairro comemora o seu padroeiro com dois finais de semana de quermesse, um almoço e um leilão, tudo revertido as obras da Igreja.
         Todos os dias 5 (cinco) de outubro é realizada a missa e procissão em louvor ao padroeiro.
         Acompanhemos as fotos desse dia tão especial, 05 de outubro de 2019.
















        



MAIS FOTOS E DOCUMENTOS DO ACERVO DA FAMÍLIA FUNDADORA:



Foto: Lucimarco               













   Filhos do Fundador do Bairro São Benedito que ainda vivem no local. Da esquerda para direita: D. Helena (primeira criança nascida no bairro), S. Antenor, D. Cândida e  S. Joaquim. (foto: Lucimarco)


                      Carta Escrita por S. João para Dona Alexandrina durante a Revolução de 32  (foto: Lucimarco)                   


   

FONTE: