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DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

Neste dia em que se comemora mundialmente as missões, nossa Paróquia, deu abertura a semana missionaria, onde voluntário missionários, que trabalharam nas rede de comunidades no mês de setembro, com a leitura orante da Bíblia, vão estar em atividade missionaria em seus setores.

 

 

 

 

Parábola desconcertante

                                              “Meu Deus, tem compaixão de mim que sou pecador!”

Texto de Lc 18,9-14
Neste texto, Lucas conta a parábola do fariseu e do publicano. Nesta cena aparecem dois personagens: um fariseu e um publicano e o templo onde Deus habita. A parábola não fala só de dois homens que oram no templo, mas de como Deus atua, presente nesse templo que  chamavam “a casa de Deus”, porque ali habita o Deus santo de Israel. O templo representava a presença de Deus, que reina sobre seu povo. 
O fariseu, normalmente, é um homem piedoso que cumpre fielmente os mandamentos, observa estritamente as normas de pureza ritual e paga escrupulosamente os dízimos. É dos que sustentam o templo. Sobe ao santuário sem pecado: Deus não pode senão abençoá-lo. 
Também sabem o que é um publicano: um judeu que vive de uma atividade desprezível. Não trabalha para recolher dízimos e sustentar o templo, mas para arrecadar impostos e subir na vida. Sua conversão é impossível. Nunca poderá reparar os abusos que cometeu nem retribuir às suas vítimas o que lhes roubou. Não pode sentir-se bem no templo. Este não é seu lugar.
O relato de Jesus desperta logo o interesse e a curiosidade dos ouvintes. Como se sentirão ali, na presença de Deus, dois homens tão diferentes e opostos como um fariseu e um cobrador de impostos?

Este texto mostra dois tipos de oração

O fariseu ora em pé, seguro e sem nenhum temor. Sua consciência não o acusa de nenhum pecado pelo qual tenha que expiar. De seu coração brota espontaneamente o agradecimento: “Ó Deus, dou-te graças”. Não é um ato de hipocrisia. Tudo o que ele diz é real. Cumpre fielmente todos os mandamentos: não pertence ao grupo de pecadores, no qual, naturalmente, está o arrecadador de impostos.  Jejua todas as segundas e quintas-feiras pelos pecados do povo, embora só seja obrigatório uma vez ao ano, no dia da Expiação.  Não só paga os dízimos obrigatórios dos produtos do campo: trigo, azeite, vinho, mas inclusive de tudo quanto ganha. Sua vida é exemplar. Cumpre fielmente suas obrigações e até vai além. Não atribui a si mesmo mérito algum, é Deus quem sustenta sua vida santa. Se este homem não é justo, quem o será? É um modelo de fidelidade e obediência a Deus. Quem poderia ser como ele! Pode contar com a bênção de Deus. Assim pensam os que ouvem Jesus.
O publicano, cobrador de impostos, mantém-se à distância. Não se sente à vontade; não é digno de estar naquele lugar. Sabe o que estão pensando a seu respeito: é um funcionário desonesto e corrupto que não trabalha para o templo, mas para o sistema estabelecido por Roma. Nem sequer se atreve a levantar os olhos do chão. Bate no peito para reconhecer seu pecado e sua vergonha. Não promete nada. Não pode restituir o que roubou a tantas pessoas. Não pode deixar seu trabalho de cobrador de impostos. Já não pode mudar de vida. Não tem outra saída senão abandonar-se à misericórdia de Deus: “Ó Deus, tem compaixão de mim, porque sou pecador”. O pobre homem não faz senão reconhecer o que todos sabem. Ninguém gostaria de estar em seu lugar. Deus não pode aprovar sua vida de pecado.

Jesus rompe os esquemas

Jesus, de repente, conclui sua parábola com uma afirmação desconcertante: “Digo-vos que este publicano desceu para casa justificado, e não aquele fariseu”. Os ouvintes sentem romper-se todos os seus esquemas. O homem piedoso, que inclusive fez mais do que pede a lei, não encontrou o favor diante de Deus. Pelo contrário, o cobrador de impostos que se entrega à sua misericórdia, sem comprometer-se sequer em mudar de vida, recebe seu perdão. Jesus pegou os ouvintes de surpresa. De repente abre-os a um mundo novo que rompe todos os esquemas.  Há algo fascinante em Jesus.
Na parábola Jesus dá um dado inquestionável: um desprezado cobrador de impostos apelou para a misericórdia de Deus e encontrou graça. Quem se sente pecador vive uma experiência diferente. Ele tem consciência clara de sua miséria.

Vamos pensar um pouco
1 – Que pecado cometeu o fariseu para não encontrar graça diante de Deus? Onde está sua falta?
2 – Que méritos teve o cobrador de impostos para sair justificado do templo?
3 – Como pode Jesus falar de um Deus que não reconhece o piedoso e, pelo contrário, concede sua graça ao pecador?
4 – Quando alguém percebe que sua consciência o declara culpado e desaparece sua segurança, não sente então a necessidade de refugiar-se na misericórdia de Deus e somente em sua misericórdia?

Fonte:  
Jesus, aproximação histórica  pg. 168ss – José Antonio Pagola



ORAÇÃO DO MÊS DE OUTUBRO DE 2013


Deus de bondade, mais uma vez em oração nos colocamos diante de vós agradecendo vossa imensa bondade e neste mês, especialmente que nós brasileiros contamos mais uma vez diante de vós com a Intercessão de nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do Brasil. Para que sob seu olhar e intercessão ajudai todos os brasileiros a construir sempre mais um Brasil de irmãos onde reine a justiça e a paz entre nós. Que este mês missionário, suscite em vossa Igreja grandes missionários para trabalhar em vossa messe. Que por intercessão da padroeira das missões, Santa Teresinha do Menino Jesus, nos tornemos afáveis a ação do Espírito Santo e nos coloquemos em oração e ação, dispostos a trabalharmos com ardor na vossa messe ,como ela trabalhou. Que como São Francisco de Assis, busquemos reconstruir verdadeiramente a vossa igreja, resgatando os corações feridos, enxergando-te nos pobres, na natureza e em toda criação que precisam ser respeitados como obras de sua criação. Que São Geraldo, São Lucas e São Judas Tadeu nos ajudem a sermos discípulos missionários a serviço da vida sempre!
 
          Amém.

 Pe. Emanuel Cordeiro Costa 
Intenção de oração em outubro recorda Dia Mundial das Missões
Cidade do Vaticano (RV) – “Para que o Dia Mundial das Missões nos anime a ser destinatários e anunciadores da Palavra de Deus”: esta é a intenção missionária para este mês.

Como todos os anos, celebra-se no penúltimo domingo de outubro, que este ano ocorre no dia 20, o Dia Mundial das Missões. “A finalidade desta celebração é recordar aquilo que nunca deveríamos esquecer: todos, pelo batismo, somos evangelizadores, missionários. Este dia não deve ser, portanto, um momento esporádico na nossa vida cristã, mas só mais uma ocasião para refletirmos na nossa vocação missionária” – lê-se no site do Apostolado da Oração.

Em sua mensagem para este Dia, o Papa Francisco escreve: “O homem do nosso tempo necessita de uma luz segura que ilumine a sua estrada e que só o encontro com Cristo lhe pode dar. A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que viveram e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe”.

Já a intenção geral para este mês de outubro é: “Para que aqueles que estão desesperados a ponto de desejar o fim da própria vida, sintam a proximidade amorosa de Deus”.

(BF)


Site da Rádio Vaticano 

A Paróquia São João Batista de Nhandeara recebeu do dia 04 ao dia 11 de agosto, as Irmãs da Providência de Gap. Esta congregação teve como fundador o Beato João Martinho Moye, e que no Brasil tem sede no Estado de Minas Gerais, São Paulo e Bahia. As Irmãs da Providência de Gap, todos os  anos fazem um trabalho Missionário, que é desenvolvido em todo o território nacional. Este ano nossa paróquia teve a honra de abrir as portas para recebê-las e ser sede de sua missão. Entre as Irmãs estavam também algumas formandas e uma leiga Consagrada. Contamos também com a presença de duas Irmãs da Congregação dos Filhos do Coração de Jesus e de Maria, com sede em monte Aprazível.
            A Semana Missionária teve o tema: “Eu também sou chamado(a), tenho uma missão”, e o lema: “Deus Providência nos chama a ser Discípulo(a) Missionário”(DA).
            Para poder receber as Irmãs, a Paróquia se empenhou muito em preparar para a chegada das missionárias, e para isso formou um grupo de base com membros de nossa comunidade, chamado Grupo de Laboratório. Todo o material utilizado para a Semana Missionária, foi desenvolvido por este grupo de base. Toda a comunidade se envolveu com esta missão, tendo algumas famílias que acolheram as Irmãs para dar o pouso, e outras famílias para dar as refeições.

            O primeiro encontro com as Irmãs missionárias teve inicio no dia 04 de agosto, com uma reunião na Igreja Matriz, para que se apresentassem e que acontecesse um encontro entre as missionárias à equipe de laboratório e alguns voluntários de nossa paróquia que se disponibilizaram para estar junto neste trabalho missionário. Após a reunião houve um almoço para todas as Irmãs e para todos da equipe de laboratório.

            À tarde o Padre Marcos Antonio de Oliveira celebrou a Missa de abertura da Semana Missionária com apresentação dos missionários e equipe de serviço, apresentação da programação, Benção e envio dos missionários. A Missa foi celebrada na festa de São João Maria Vianney, Patrono dos Párocos e teve como tema: “Pelo Batismo e pela Crisma todo cristão é chamado a ser Discípulo Missionário (Mc 16,15; Jo 1,35-51)”.
            Logo após a missa, os missionários fizeram uma carreata pelas ruas da cidades, e terminou com uma grande partilha.
            No domingo a missa da manha celebrada pelo Padre Marcos, comemorando o dia do Padre, teve a participação dos missionários e comunidade. Após a Missa os missionários iniciaram seu primeiro dia de atividades missionárias com o tema: “Deus nos conhece e chama pelo nome (ISm3, 4-10)”. As visitas missionárias aconteceu neste dia 05 de agosto nas Capelas Rurais: Vila Maria, São Benedito, São José e Portugueses.

            No segundo dia de missão, teve como foco principal a Família, com o tema: “A família patrimônio Sagrado da Humanidade..(Bento XVI-Eclo 3,1-18; 114 a 119 DA; Ef 5,21-33.61-14; Mc 10,1-12)”. O dia teve inicio com a oração pelas famílias realizado nos setores onde as missionárias foram acolhidas: Aparecida, Matriz, São José e Santa Luzia. As visitas iniciou no Setor I (Aparecida). Enquanto acontecia a missão no Setor I, na Igreja da Matriz teve Adoração ao Santíssimo Sacramento. Para encerrar este primeiro dia, O Diácono Rafael Dalben Ferrares dirigiu uma Palestra para Pais e Mães – Vocação Missionária da Família, na Igreja Matriz, com benção da família.

            O olhar principal para o terceiro dia de missão foi à criança e Adolescente, com o tema: “Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino dos Céus” (Mc 10,13-16). O dia começou com a celebração da palavra nos Setores, e em seguida os missionários se reuniram para dar continuidade na suas atividades. Neste dia as visitas também abrangeram as Escolas: Melo, Pedrosa, Nahar Soubhia, Lúcio, Objetivo e Oscar Cassiano; e as entidades: Creche, Soprocan, Inamex e APAE. Conforme a programação na parte da tarde teve Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz, a noite teve reflexão missionária para catequistas e Conselho de Pastoral, com o tema: Vocação Laical. As Irmãs que fizeram as visitas nas escolas e entidades, partilharam para todos, suas experiências com as crianças, jovens e Adolescentes, onde foi claro e visível a alegria de poderem estar no meio deles, participando um pouco do conteúdo vivido nas escolas e entidades. Além de poder passar um pouco do que trouxeram as Irmãs revelaram que também aprenderam muito com essas crianças e Adolescentes.
            Para o quarto dia, dia dos comerciantes, empresários, industriários e repartições publicas, teve  o tema: “Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar; para repreender; para corrigir; Para educar na Justiça (2Tm 3,16; Sab 9,1-4; 10-12; Mt 17,22-27; Mc 12,13-17; Mt 6,33-34)”. Aconteceu como inicio das atividades a Celebração da Palavra nos setores, e as atividades aconteceram neste dia com a continuação das visitas de casa em casa, e também nas Repartições Publicas: Câmara, Prefeitura e Fórum. Durante o dia teve a Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja Matriz, e logo mais a noite foi Celebrada uma Missa para as Autoridades, Repartições Públicas, Entidades, Comerciantes, Industriais e etc.
            O quinto dia foi para os doentes, idosos e portadores de deficiências, com o tema: “Que a Saúde se difunda sobre a terra (Ecle 38,8)”. As atividades ocorreram conforme a programação tendo as Celebração da Palavra nos Setores pela manha, visitas de casa em casa, e Adoração ao Santíssimo Sacramento, durante o dia na Igreja da Matriz. A noite todos os setores se reuniram para o Terço Missionário Luminoso na Matriz.
            No sexto dia o tema foi: “Deus Pai Providencia é perdão e Misericórdia (Lc 15,1-32; Jô 8,1-11; Lc 19,1-10)”, o dia começou com uma caminhada Penitencial, onde todos saíram de seus setores e se encontrarem na Igreja Matriz para a Celebração Penitencial. Todos os missionários fizeram um café da manha comunitário, e em seguida deram continuidade as visitas. No decorrer do dia teve Adoração ao Santíssimo Sacramento e para encerrar a noite teve um Forró Missionário, com o grupo da Seresta, na Praça da Matriz.

            No sétimo e ultimo dia, as atividades foram reservadas para a Juventude, com o tema: “Nada mais importante que a educação da juventude”(Padre João Martinho Moye) “Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28,19 – JMJ – Mc 10,17-30; DA 442 a 445)”. Para encerramento das atividades os missionários e equipes se encontraram pela manha para uma Avaliação de todo trabalho missionário desenvolvido durante a semana. Onde todos os missionários partilharam suas experiências das visitas, e colocaram os pontos positivos e negativos dos trabalhos realizados. Os missionários e toda a equipe de trabalho participaram de um almoço de confraternização. A parte da tarde foi reservada para uma Tarde Missionária com a Juventude, onde o Professor Altair da cidade de Tanabi, dirigiu as atividades com os jovens. A comunidade fez uma caminhada de encerramento saindo da Igreja Matriz para o Lions Clube onde os jovens estavam reunidos, que encerrou com a Santa Missa.


            Nesta Semana Missionária houve uma grande troca de experiência tanto para as Irmãs que vieram fazer a missão, quanto para as equipes de trabalho e voluntários que acompanharam as Irmãs. A comunidade em si acolheu a todas com muito carinho, sendo nas visitas, como nas casas onde elas repousaram.
            A frase que encerrou todas as atividades missionárias foi: “A SEMANA TERMINA, MAS A MISSÃO CONTINUA”.

Cordel Missionária

1-A missão em Nhandeara
A todos nós ensinou
Que a união comunitária
É um grande gesto de amor

2-A Família Providência
Com muita coragem e ardor
Assumiu esta missão
E o Batismo renovou!

3-Nos sentimos acolhidos
E quisemos retribuir
Respondendo ao chamado
Renovamos o nosso “SIM”

4-Ao querido Pe Marcos
Muito temos a dizer
Sua coragem e inteligência
O Bom Deus fez florescer
E por todas essas graças
A ele vamos bendizer!

5-Ás famílias desta cidade
Que com carinho e amor
Acolheram os missionários
E lhes prestaram favor
Por eles vamos pedir
Bênçãos ao Criador

6-A missão deixou saudade
E os frutos Deus vai colher
A esta comunidade
Só temos o que agradecer
E que a Benção da Providência
Aqui possa permanecer

7-Rogamos ao São João Batista
Nosso Santo Padroeiro
Que abençoe esta cidade
E a este povo hospitaleiro
             
(Este cordel é de autoria das Irmãs)


Missionários – Rosas que exalam o perfume de Deus.
Jerônimo Lauricio - Bacharel em Filosofia.
A Fé Missionária é uma das belas coisas que floresce com beleza e propriedade no cultivo do Cristianismo, sobretudo no mês primaveril de outubro, mês das missões. E interessante é percebermos que neste cultivo o canteiro da Igreja só se torna mais encantador porque nele desponta todos os que são marcados por especial vocação quando se dispõem a caminhar ao encontro daqueles que ainda estão longe de Cristo.

Realmente se pauta neste sentido um caminho pavimentado pela espiritualidade do envio e do êxodo onde há um deixar, um ‘partir’, uma deslocação para se fazer cumprir o desejo de Cristo: “Ide, fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo o que eu vos mandei” (Mt  28. 19-20). E o bonito de todo este movimento cheio de sabedoria, é que do ponto de vista da etimologia da palavra, o termo "missão" que vem do latim missione e mittere, isto é, enviar, mandar; reclama um carisma correspondente. É bem verdade que o carisma missionário é dado a toda a comunidade eclesial, mas condensa-se nesta ou naquela pessoa concreta que se sente chamada à missão e generosamente a acolhe.

Este exercício nos revela que o missionário é aquele que está disposto a sair, abrir veredas novas no deserto dos corações; ou mesmo aquele que se dispõe a ficar, convertendo-se em presença viva e atuante em cada dor humana e em cada porão de sofrimento. É aquele cuja voz e ação entusiasma e congrega ao seu redor multidões; ou mesmo aquele que faz-se o companheiro mudo de cada solidão,o refúgio e bálsamo para o abandono de quem costumeiramente parece estar sempre à margem.  De fato é uma riqueza insondável a alma missionária. Ela nos coloca diante do sonho de Deus para os homens como um acontecimento que merece ser sorvido com toda a intensidade do nosso coração. Nem sempre podemos compreender tudo isso, por mais simples que seja. Essas coisas nos fazem pensar na beleza e na responsabilidade que esse sonho nos traz. E torná-lo real é um desdobramento do nosso agir missionário.

Este agir dentro do clima da primavera recebe uma explosão de beleza, e aqui permitam-me valer de uma simples analogia entre as rosas e o repolho. Parece sem sentido, mas já me explico: penso que a vida do missionário se singulariza com o exercício vital de uma rosa que de um simples botão vai abrindo-se aos poucos para significar ao mundo o perfume que lhe é própria. E à medida que vai se manifestando neste processo de abertura e doação de si mesma, ela vai povoando o ambiente em sua volta com aquele perfume sem igual. E o interessante é que mesmo ao fenecer ela acaba deixando a sombra de sua presença. O repolho parece exercitar contrária experiência. Ao despontar-se já o faz todo aberto realizando o processo inverso e encerrando-se aos poucos em si mesmo, e se não for consumido dentre em pouco tempo, ao contrário das rosas, porque está fechado em si próprio, ele exala um odor pouco agradável.

Minha gente é bem verdade que parece simples, mas o exemplo traduz que o ser da rosa se confunde com o ser do missionário, à medida que este vive o exercício constante de abrir-se, ir ao encontro do outro, anunciando Jesus e exalando o perfume de Deus. O resultado deste processo é que embora os diversos espinhos da rosa que somos, nos queira subtrair a beleza da nossa vocação para a missão, Deus sempre nos surpreende acrescentando-nos o que nos falta. Surge nos detalhes e vai revelando aos poucos o que espera de nós enquanto discípulos missionários. Deixar-se enraizado em teu querer é o suficiente para que toda a realidade humana seja tocada e alcançada por seu perfume. Sejamos rosas missionárias!!!

Igreja celebra o Dia Mundial das Missões


Neste domingo, 21, a Igreja no Brasil e no mundo celebra o Dia Mundial das Missões. Trata-se de um grande acontecimento e uma oportunidade de fazer sentir a vocação missionária da Igreja. O documento Redemptoris Missio, Encíclica do papa João Paulo II sobre a validade permanente do mandato missionário, exorta, “todas as Igrejas e os pastores, os sacerdotes, os religiosos e os fiéis, a se abrirem à universalidade da Igreja, evitando toda a forma de particularismo, exclusivismo, ou qualquer sentimento de autossuficiência (RM 85)”.
 
Em outras palavras, o documento faz um apelo a toda a Igreja: de se abrir para Missão além-fronteiras, conforme o mandato do próprio Jesus Cristo. A Igreja “foi enviada para manifestar e comunicar a caridade de Deus a todos os homens e povos (Jo 10, 10)”, mandato que o Redemptoris Missio também frisa. “Esta Missão é única, sendo a mesma a sua origem e fim; mas, na sua dinâmica de realização, há diversas funções e atividades. Antes de tudo está a ação missionária denominada ‘missão ad gentes’”.
 
O Dia Mundial das Missões tem o objetivo de celebrar a unidade da Igreja através da partilha e da fraternidade. Os filhos de Deus, nesse dia, devem festejar a universalidade da Missão em colaboração intensa e espiritual de generosa ajuda. O ato do papa Pio XI na solenidade de Pentecostes de 1922 sintetiza o que deveria ser o Dia Mundial das Missões dali em diante. O pontífice interrompeu sua homilia e, em meio a impressionante silêncio, tomou seu solidéu, fazendo-o passar entre a multidão de bispos, presbíteros e fiéis na Basílica de São Pedro, no Vaticano, enquanto pedia a toda a Igreja ajuda para as Missões.
 
O primeiro Dia Mundial das Missões foi celebrado em 1927 e, em 19 de outubro de 1985, o papa João Paulo II lembrou a origem do Dia, falando aos fiéis da Igreja de Sassari, durante sua viagem pastoral à Sardenha. “Nunca venha a faltar o espírito missionário que animou as testemunhas de Cristo nesta cidade. Todo mundo sabe que o Dia Mundial das Missões foi sugerido em uma reunião do Círculo Missionário do seminário provincial de Sassari em 1926, então governado pelos padres vicentinos, entre os quais se destacava pelo zelo apostólico o padre Giovanni Battista Manzella”. 
 
No Brasil, o Dia Mundial das Missões foi celebrado pela primeira vez já no começo da década de 1930, pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé, implantada por dom Bento Aloisi Masella, então Núncio Apostólico. O próprio dom Bento presidiu a Obra até o dia 10 de Agosto de 1934, data em que passou o cargo de Presidente Nacional da Obra ao padre Dictino de La Parte, da Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria, que vinha desempenhando, com muita proficiência e resultado, o cargo de Diretor Regional da 4ª Região.
 
Já naquele tempo a Direção Nacional da Obra fornecia subsídios (santinhos, folhetos) e sugeria ‘palavras de ordem’ para a animação da Campanha Missionária. Em 1934 a Palavra de ordem foi: “Todos os católicos por todos os infiéis!”.
 
Campanha Missionária 2012
 
Neste ano, a Campanha Missionária aborda o tema “Brasil missionário, partilha a tua fé”, em sintonia com o 3º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu em Palmas (TO) de 12 a 15 de julho, e com o 4º Congresso Americano Missionário e 9º Congresso Missionário Latino-Americano (CAM4/Comla9). No Dia Mundial das Missões, acontece a Coleta Nacional feita em todas as comunidades e instituições católicas. Este ano será feita no sábado e domingo, dias 20 e 21 de outubro. O valor arrecadado deve ser integralmente enviado ao Fundo Universal de Solidariedade, através das Pontifícias Obras Missionárias. Essa contribuição econômica é destinada a projetos missionários em todo o mundo, por meio da Pontifícia Obra da Propagação da Fé.
Fonte:www.pom.org.br
 
 

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões 2012

Boletim da Santa Sé
(Tradução de Nicole Melhado - equipe CN Notícias)



Mensagem
Chamados a fazer resplandecer a Palavra de verdade (Lett. ap. Porta fidei, 6)
Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial das Missões
Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração do Dia Mundial das Missões deste ano está carrega de um significado todo especial. A recordação do 50º aniversário do Decreto conciliar Ad gentes, a abertura do Ano da Fé e o Sínodo dos Bispos sobre o tema da nova evangelização contribuem para reafirmar a vontade da Igreja de empenhar-se com maior coragem e ardor na missio ad gentes para que o Evangelho chegue até os extremos confins da terra.

O Concílio Ecumênico Vaticano II, com a participação dos Bispos católicos provenientes de cada canto da terra, foi um empenho luminoso para a universalidade da Igreja, acolhendo, pela primeira vez, um alto número de Padres Conciliadores provenientes da Ásia, África, América Latina e da Oceania. Bispos missionários e bispos nativos, Pastores de comunidades espalhadas entre as populações não cristãs, que buscavam, no Assizes, conciliar a imagem da Igreja presente em todos os continentes, e que eram os intérpretes das realidades complexas do então chamado “Terceiro Mundo”. Ricos em experiências derivadas por serem Pastores de Igrejas jovens e em caminho de formação, animados pela missão pela difusão do Reino de Deus, esses contribuíram de maneira relevante na reafirmação da necessidade e urgência da evangelização ad gentes, e, assim, levar, ao centro da eclesiologia, a natureza missionária da Igreja.

Eclesiologia missionária
Hoje, essa visão não falhou, de fato, experimentou uma reflexão proveitosa teológica e pastoral e, ao mesmo tempo, retorna com renovada urgência, pois ampliou o número daqueles que ainda não conhecem Cristo: “Os homens que esperam Cristo ainda são numerosos”, afirmava o beato João Paulo II, na Encíclica Redemptoris missio sobre a permanente validade do mandamento missionário, e acrescentava: “Não podemos ficar tranquilos, pensando nos milhões de nossos irmãos e irmãs, também redimidos pelo sangue de Cristo, que vivem sem conhecer o amor de Deus” (n. 86).

Eu também, ao instituir o Ano da Fé, escrivi que “hoje, então, envia-nos nas ruas do mundo para proclamar o Seu Evangelho a todos os povos da terra” (Carta. ap. Porta fidei, 7); proclamação que, como dizia também o Servo de Deus Paulo VI, na Exportação apostólica Evangelii nuntiandi, “não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é dever a ela incumbida pelo Senhor Jesus, a fim que os homens possam crer e serem salvos. Sim, esta mensagem é necessária, é única, é insubstituível” (n. 5).

Precisamos, portanto voltar ao mesmo zelo apostólico das primeiras comunidades cristãs, que mesmo pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e testemunho, de difundir o Evangelho em todo mundo até então conhecido.
Não é de se maravilhar que o Concílio Vaticano II e o sucessivo Magistério da Igreja insistam, de modo especial, sobre o mandamento missionário que Cristo confiou a seus discípulos e que deve ser empenho de todo Povo de Deus, Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e leigos.
O cuidado de anunciar o Evangelho em cada parte da terra pertence primeiramente aos Bispos, diretamente responsáveis pela evangelização no mundo, seja como membros do colégio episcopal, seja como Pastores das Igrejas particulares. Esses, de fato “foram consagrados não somente para uma diocese, mas para a salvação de todo mundo” (João Paulo II, Carta enc. Redemptoris missio, 63), “mensageiros da fé que levam novos discípulos a Cristo” (Ad gentes, 20) e tornam “visível o espírito e o ardor missionário do povo de Deus, de modo que toda a diocese se torne missionária” (ibid., 38).

A prioridade da evangelização

O mandamento de pregar o Evangelho não se limita, portanto, a um Pastor, em atenção à porção do povo de Deus confiado aos seus cuidados pastorais, ou em enviar um sacerdote, leigo ou leiga Fidei Donum [enviados em missão temporariamente pelas dioceses]. Esse deve envolver toda a atividade da Igreja particular, todos os seus setores, em suma, todo o seu ser e sua obra.
O Concílio Vaticano II indicou com clareza e o Magistério sucessivamente defendeu fortemente. Isso exige adequar constantemente aos estilos de vida, planejamentos pastorais e organizações diocesanas para esta dimensão fundamental do ‘ser Igreja’, especialmente no nosso mundo que passa por mudanças contínuas.
E isso vale também aos Institutos de Vida Consagrada e às Sociedades de Vida Apostólica, bem como aos Movimentos eclesiais: todos os componentes do grande mosaico da Igreja devem sentir-se fortemente questionados pelo mandamento do Senhor de pregar o Evangelho, a fim que Cristo seja anunciado a todos.

Nós Pastores, os religiosos, as religiosas e todos os fiéis em Cristo, devemos nos colocar sobre as pegadas do apóstolo Paulo, “prisioneiro de Cristo pelos pagãos” (Ef 3,1), que trabalhou, sofreu, lutou para disseminar o Evangelho em meio aos pagãos (cfr Ef 1,24-29), sem poupar energia, tempo e meios para fazer ser conhecida a Mensagem de Cristo.
Também hoje a missão ad gentes deve ser horizonte constante e o paradigma de cada atividade eclesial, porque a identidade da Igreja é constituída pela fé no Mistério de Deus, que se revela em Cristo para levar-nos a salvação, e da missão de testemunhá-Lo e anunciá-Lo ao mundo, até a Sua volta.
Como São Paulo, devemos ser atentos aos afastados, aqueles que não conhecem ainda Cristo e não experimentaram a paternidade de Deus, na consciência que “a cooperação missionária se deve estender hoje a formas novas incluindo não somente a ajuda econômica, mas também a participação direta na evangelização” (João Paulo II, Carta. enc. Redemptoris missio, 82). A celebração do Ano da fé e do Sínodo dos Bispos sobre a nova evangelização serão ocasiões propícias para um aumento da cooperação missionária, sobretudo nesta segunda dimensão.
Fé e anúncio
A ânsia de anunciar Cristo nos impulsiona também a ler a história para detectar os problemas, as aspirações e as esperanças da humanidade, que Cristo deve sanar, purificar e preencher com sua presença. A Sua Mensagem, de fato, é sempre atual, está próprio no centro da história e é capaz de dar resposta as inquietações mais profundas de cada homem.

Por isso, a Igreja, em todos seus elementos, deve estar consciente que “os imensos horizontes da missão eclesial, a complexada da situação presente pede hoje modalidade renovadas para poder comunicar eficazmente a Palavra de Deus (Bento XVI, Exort. ap. pós-sinodal Verbum Domini, 97). Isto exige, antes de tudo, uma renovada adesão de fé pessoal e comunitária ao Evangelho de Jesus Cristo, “num momento de profunda mudança como aquele que a humanidade está vivendo” (Carta. ap. Porta fidei, 8).
Um dos obstáculos para o impulso da evangelização, de fato, é a crise da fé, não somente do mundo ocidental, mas de grande parte da humanidade, que simplesmente tem fome e sede de Deus e deve ser convidada e conduzida ao Pão de Vida e Água Viva, como a Samaritana que vai ao poço de Jericó e dialoga com Cristo.

Como conta o Evangelista João, a história dessa mulher é particularmente significativa (cfr Jo 4,1-30): ela encontra Jesus, que lhe pede de beber, mas depois lhe fala de uma água nova, capaz de acabar com a sede para sempre. A mulher, no início, não compreende, permanece no plano material, mas lentamente é conduzida pelo Senhor a cumprir um caminho de fé que a leva a reconhecê-Lo como o Messias.

E sobre este propósito, Santo Agostinho afirma: “depois de ter acolhido no coração Cristo Senhor, que outra coisa poderia fazer [esta mulher] se não abandonar o jarro e correr para anunciar a boa nova?” (Homilia 15, 30).

O encontro com Cristo como Pessoa viva que preenche a sede do coração não pode se não levar ao desejo de compartilhar com os outros a alegria desta presença e fazê-Lo ser conhecido para que todos possam experimentar. Ocorre renovar o entusiasmo de comunicar a fé para promover uma nova evangelização das comunidades e dos países de antiga tradição cristã, que estão perdendo a referência de Deus, de modo a redescobrir a alegria de crer.

A preocupação de evangelizar não deve jamais permanecer às margens da atividade eclesial e da vida pessoal do cristão, mas caracterizá-la fortemente, na consciência de serem destinatários e, ao mesmo tempo, missionários do Evangelho. O ponto central do anúncio permanece sempre o mesmo: o Kerigma do Cristo morto e ressuscitado para a salvação do mundo, o Kerigma do amor de Deus absoluto e total por cada homem e cada mulher, culmina no envio do Filho eterno e unigênito, o Senhor Jesus, que não hesitou em assumir a pobreza de nossa natureza humana, amando-a e resgatando-a, por meio da oferta de si sobre a cruz, do pecado, e da morte.
A fé em Deus, neste plano de amor realizado em Cristo, é, antes de tudo, um dom e um mistério a ser acolhido, no coração e na vida, e que se deve sempre agradecer ao Senhor. Mas a fé é um dom que nos é dado para que seja dividido; é um talento recebido para poder dar frutos; é uma luz que não deve ser escondida, mas deve iluminar toda a casa; é o dom mais importante que nos foi dado para nossa existência e não podemos detê-lo para nós mesmos.

O anúncio se faz caridade

“Ai de mim se não anunciar o Evangelho!”, dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9,16). Estas palavras ressoam com força para cada cristão e para cada comunidade cristã em todos os continentes. Também para as Igrejas nos territórios das missões, Igrejas em sua maioria jovens, normalmente de fundação recente, a missionaridade se torna uma dimensão congênita, também se esses próprios precisam ainda dos missionários.

Tantos sacerdotes, religiosos, religiosas, de cada parte do mundo, muitos leigos e até mesmo famílias inteiras, deixam os próprios países, as próprias comunidades locais e vão para outras igrejas para testemunhar e proclamar o Nome de Cristo, no qual a humanidade encontra a salvação. Trata-se de uma expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa escutar e escutar novamente o anúncio que cura e aproxima-os dos Sacramentos, fonte de verdadeira vida.
Junto a este alto sinal de fé que se transforma em caridade, recordo e agradeço as Pontifícias Obras Missionárias, instrumentos para a cooperação às missões universais da Igreja no mundo. Através da ação delas, o anúncio do Evangelho se faz também intervenção na ajuda ao próximo, justiça aos mais pobres, oportunidade de educação nas aldeias mais remotas, assistência médica nos lugares mais afastados, emancipação da miséria, reabilitação de quem está marginalizado, sustento ao desenvolvimento dos povos, superando das divisões étnicas e respeitando a vida em cada fase.
Queridos irmãos e irmãs, invoco sobre a obra de evangelização ad gentes, e em particular sobre os operadores, a efusão do Espírito Santo, para que a Graça de Deus a faça caminhar mais decisivamente sobre a história do mundo. Com o beato John Henry Newman gostaria de rezar: “Acompanha, oh Senhor, os Teus missionário nas terras da evangelização, coloca as palavras certas em seus lábios, renda frutuosa sua fadiga”. Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.

Vaticano, 6 de janeiro de 2012, Solenidade da Epifania do Senhor
Oração é Conversa de Amigo

Como um amigo fala com seu amigo
Por muitos motivos a oração tornou-se um tanto difícil para as pessoas. Basta falar em rezar que logo vem sono. Uma amiga, dona Beni, dizia que 'o terço é o melhor anestésico'. Basta começar a rezar que pega no sono. Por que nossas orações são tão chatas? Certo que para alguns não. Para outros é um sofrimento. O motivo é que em nossas orações não falamos com Deus, mas recitamos fórmulas sem coração. Falar em orar, é pensar em estar diante de Deus, como Moisés, face a face. "E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo" (Ex 33,11). O que se faz? Conversa-se. Os amigos têm assuntos que não acabam. O primeiro aspecto desta conversa é ser amigo. Mas não é falta de respeito? O respeito não tira a proximidade, pois respeito é amor. Deus "quer ser tratado com a confiança e a liberdade do filho para com sua mãe" (S. Afonso - Modo de conversar familiarmente com Deus). É bom ter Deus como o amigo com o qual eu falo à hora que quero, o que quero, por quanto tempo quero. Para isso é preciso ter a consciência de que Deus é o outro que está próximo, que quer entrar em diálogo conosco, que se interessa pela minha vida e tudo o que é meu Lhe é importante. Moisés falava com Deus como o amigo fala com seu amigo. Sem o conhecimento de Deus, não pode haver oração, pois não falamos com Alguém. É como se eu fosse visitar você e pegasse uma lista telefônica (se o assunto não era buscar endereço) e fosse lendo. E Deus diz: E para mim, o que vai dizer? Podemos perguntar o que interessa a um amigo? Tudo que é seu. Se não é assim, não é amigo. Temos amigos dos quais somos amigos e eles não são amigos. O amigo está sempre presente, nem que seja só no pensamento. Quando a gente se encontra, mesmo depois de muito tempo, é como se nos tivéssemos falado ontem.

Dialogo afetuoso

A base deste diálogo com Deus é o afeto. Se amar a Deus, vou ter o que dizer a Ele. A bela afirmação - eu e Deus nos entendemos bem – demonstra o quanto é significativo, no diálogo pessoal, o relacionamento afetivo. Santa Tereza define: 'rezar é falar com Deu amando'. Não podemos comparar a um namoro. É um relacionamento ditado pelo amor. Se amar a Deus vou procurar estabelecer com Ele esta conversação amorosa. O afeto está em dizer com simplicidade e espontaneidade tudo aquilo que está acontecendo em minha vida. O que Deus quer saber? O que quero contar. À medida que vamos narrando a Deus minhas mazelas diárias ou alegrias, podemos ter a certeza que Ele vai respondendo no coração. Quando existe o afeto? Quando me lembro dEle com facilidade, quando as coisas e as pessoas me levam a Ele, quando o percebo presente e me sinto feliz. 'Não é preciso dizer muitas coisas, mas muitas vezes as mesmas coisas' (Charles de Foucauld)

Orações formais

E a oração formal, decorada, escrita, não tem valor? Tem enquanto é recheada por este afeto. Aí corremos o risco de rezar mal, quando fazemos mecanicamente. Mesmo a missa exige que as palavras saiam do coração. Um terço, um texto lido, um texto bíblico devem ser feitos também com o coração. Santo Afonso ensina que a gente deve ler um texto, pensar nele o suficiente até que ele provoque o sentimento. Pode-se então começar a dizer que se ama, que se confia e que se entrega. Este diálogo preenche a vida de oração.
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
www.a12.com

                       O YOUCAT e a JMJ no Ano da Fé.

O Ano da Fé chegoutrazendo a todos nós um bonito caminho em direção a Cristo, única “Porta”, pelaqual devamos entrar como nos recorda o Santo Padre em sua Carta Apostólica “Porta Fidei”. Nesse caminho nada nosserá tão difícil ou estranho se nos permitirmos ser guiados pela Voz da Igreja.É ela quem sinaliza a estrada nos convidando a fazer uma fecunda experiência dematuridade e crescimento da Fé.

Uma sinalizaçãointeressante para a juventude nesse tempo é o YOUCAT, nosso Catecismo Jovem. NaNota com Indicações Pastorais para o Ano da Fé, o Cardeal William Levada,quando ainda Prefeito nos animou quanto à oportuna utilização do YOUCAT paraesse tempo que se inaugura.  “O Anoda Fé poderá ser uma ocasião para uma referência oportuna à utilização de bonsinstrumentos catequéticos, como por exemplo, o Compêndio do Catecismo da IgrejaCatólica ou como o YOUCAT”, conclui o Prefeito Emérito da Congregaçãoda Doutrina da Fé. Essa indicação somada ao prefácio do Papa no YOUCAT é umimportante sinal que nos aponta como viver bem esse ano.

Vivemos hoje a “new evangelization”, e o YOUCAT éconsiderado pelos teólogos e jovens iniciadores um importante instrumento paraa formação e evangelização dos nossos jovens nesse “continente digital”. Não se trata apenas de um livro qualquer,porque ele é “cativante e fala do nossopróprio destino, pelo que está profundamente próximo de cada um de nós”como bem nos disse o Papa. Uma vez que fomos cativados, somos impulsionados a caminharao encontro daqueles que ainda não encontraram o sentido de suas vidas: Jesusde Nazaré.

Mas não caminhamossozinhos. Ao contrário, somos peregrinos em comunhão. Aprendemos juntos. OYOUCAT foi oficialmente apresentado ao mundo em uma JMJ pra nos recordar quesozinhos não conseguimos dar mais que dois passos. Viver e anunciar aquilo quecremos são dois ofícios que reclamam a necessidade que temos uns dos outros. Esseé o segredo de jovens do mundo inteiro saírem de seus países, suas culturaspara encontrarem-se na JMJ. Esse é o grande mistério que nos atrai e nosfascina. Não sem razão é que na mesma Nota Pastoral para esse ano, o Cardealnos recorda que “A próxima Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013oferecerá uma ocasião privilegiada aos jovens para experimentar a alegria queprovém da fé no Senhor Jesus e da comunhão com o Santo Padre, na grande famíliada Igreja”.

Que nesse percurso do Anoda Fé como peregrinos da JMJ, “indo e fazendo discípulos entre todas as nações”(Mt 28, 19), descubramos juntos o rosto de Jesus de Nazaré em cada página doYOUCAT.  Ele é como um campo que escondeum verdadeiro tesouro. “Ele apresenta-nos a mensagem do Evangelho como uma«pérola preciosa» (MT 13,46), pela qual se tem de dar tudo”, como tão bem nosdisse o Papa. Que a Graça de Deus seja o nosso auxílio nessa bonita caminhadaque começamos a fazer.

Seu irmão,

Jerônimo Lauricio

Equipe do CatecismoJovem
O U T U B R O

''Além de ser o mês das missões também é o mês do Rosário, onde, devemos rezar principalmente, os terços em nossas famílias.''

Outubro é o mês de Nossa Senhora Aparecida, é, ao mesmo tempo, mês de Nossa Senhora do Rosário, bem como é o mês de Nossa Senhora Mãe Rainha. Outubro é, como maio, um mês de Maria, ela que é a aurora da salvação, ela que é a missionária por excelência, ela que, com toda a disponibilidade, nos trouxe o Filho de Deus, o nosso Salvador.

Em suas diversas aparições a pessoas de fé, no decorrer da história do mundo, Maria sempre nos alertou e alerta sobre as misérias mundanas que podemos evitar, sanar, combater. E um pedido constante dessa nossa mãe celeste é a oração.

O rosário é uma oração popular e, justamente por ser popular, é agradável a Deus e, como Maria é nossa medianeira, a oração do rosário, com piedade, com fé, é uma alavanca que conseguirá levantar o mundo, libertando-o de tanta miséria e violência.

ORAÇÃO MISSIONÁRIA

Espírito Santo,
que desceste sobre os Apóstolos e os fizeste anunciadores do Evangelho:
derrama os teus dons sobre cada um de nós e torna-nos sensíveis aos apelos e às necessidades dos nossos irmãos;
desperta em muitos corações (crianças, jovens e adultos...) o ideal missionário;
dá força e coragem a todos quantos se entregam totalmente ao serviço da MISSÃO.
Amen




Finalidade
Viver "missionariamente" o mês de Outubro, como mês por excelência dedicado à Missão Universal da Igreja.