Amar na verdade
A verdade deve sempre ser mostrada.

Muitas vezes ela não é aceita porque vem carregada de rancores e de condenações.

Quando é dita com Caridade, com o máximo respeito pela pessoa que está no erro, surte o efeito desejado.

Quando diz respeito a nós mesmos, devemos ser os primeiros a admiti-la.

Se trata-se de uma injustiça, deve ser denunciada com urgência.

Se a sua omissão prejudica um inocente, deve ser mostrada de imediato.

Se pode ajudar um irmão a se corrigir, deve estar contida em cada gesto dirigido a ele.

Em todas as situações, deve ser fruto do amor e portadora de amor.

A consagração do mundo pelo apostolado dos leigos
34. O supremo e eterno sacerdote Cristo Jesus, querendo também por meio dos leigos continuar o Seu testemunho e serviço, vivifica-o pelo Seu Espírito e sem cessar os incita a toda a obra boa e perfeita. E assim, àqueles que Intimamente associou à própria vida e missão, concedeu também participação no seu múnus sacerdotal, a fim de que exerçam um culto espiritual, para glória de Deus e salvação dos homens. Por esta razão, os leigos, enquanto consagrados a Cristo e ungidos no Espírito Santo, têm uma vocação admirável e são instruídos para que os frutos do Espírito se multipliquem neles cada vez mais abundantemente. Pois todos os seus trabalhos, orações e empreendimentos apostólicos, a vida conjugal e familiar, o trabalho de cada dia, o descanso do espírito e do corpo, se forem feitos no Espírito, e as próprias incomodidades da vida, suportadas com paciência, se tornam em outros tantos sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo (cfr. 1 Ped. 2,5); sacrifícios estes que são piedosamente oferecidos ao Pai, juntamente com a oblação do corpo do Senhor, na celebração da Eucaristia. E deste modo, os leigos, agindo em toda a parte santamente, como adoradores, consagram a Deus o próprio mundo.
Além deste apostolado, que diz respeito a todos os fiéis, os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia 3, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor (cfr. Fil. 4,3; Rom. 16,3 ss.). Têm ainda a capacidade de ser chamados pela Hierarquia a exercer certos cargos eclesiásticos, com finalidade espiritual.
Incumbe, portanto, a todos os leigos a magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atinja cada vez mais os homens de todos os tempos e lugares. Esteja-lhes, pois, amplamente aberto o caminho, a fim de que, segundo as próprias forças e as necessidades dos tempos, também eles participem com ardor na acção salvadora da Igreja.
(Documento Constituição: Lumen Gentium - Sobre a Igreja - Cap. IV - Os Leigos)

Ver o irmão sempre novo
Hoje veremos uma indicação de como podemos amar o irmão como a nós mesmos.

Nós sabemos que podemos mudar, que podemos melhorar a cada dia e gostaríamos que as pessoas entendessem e acreditassem nessa mudança.

Pois bem, o mesmo devemos fazer com os outros.

Acreditar que podem mudar para melhor.

A maior aliada de uma mudança sincera é a confiança depositada em nós pelos outros. Façamos o mesmo com todos.

Sobretudo com aquela pessoa mais desacreditada.

Procure ensinar com a vida a todos, a aprendermos a tentar ver o outro sempre novo a cada dia.

É assim que Deus nos vê.

O seu olhar nos vê novos no recomeço de um novo dia.

Se agirmos assim, aumentará sempre mais o amor recíproco entre nós

O Apostolado dos leigos
33. Unidos no Povo de Deus, e constituídos no corpo único de Cristo sob uma só cabeça, os leigos, sejam quais forem, todos são chamados a concorrer como membros vivos, com todas as forças que receberam da bondade do Criador e por graça do Redentor, para o crescimento da Igreja e sua contínua santificação.
O apostolado dos leigos é participação na própria missão salvadora da Igreja, e para ele todos são destinados pelo Senhor, por meio do Baptismo e da Confirmação. E os sacramentos, sobretudo a sagrada Eucaristia, comunicam e alimentam aquele amor para com Deus e para com os homens, que é a alma de todo o apostolado.
Mas os leigos são especialmente chamados a tornarem a Igreja presente e activa naqueles locais e circunstâncias em que só por meio deles ela pode ser o sal da terra (112). Deste modo, todo e qualquer leigo, pelos dons que lhe foram concedidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da missão da própria Igreja, «segundo a medida concedida por Cristo» (Ef. 4,7).
Além deste apostolado, que diz respeito a todos os fiéis, os leigos podem ainda ser chamados, por diversos modos, a uma colaboração mais imediata no apostolado da Hierarquia 3, à semelhança daqueles homens e mulheres que ajudavam o apóstolo Paulo no Evangelho, trabalhando muito no Senhor (cfr. Fil. 4,3; Rom. 16,3 ss.). Têm ainda a capacidade de ser chamados pela Hierarquia a exercer certos cargos eclesiásticos, com finalidade espiritual.
Incumbe, portanto, a todos os leigos a magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atinja cada vez mais os homens de todos os tempos e lugares. Esteja-lhes, pois, amplamente aberto o caminho, a fim de que, segundo as próprias forças e as necessidades dos tempos, também eles participem com ardor na acção salvadora da Igreja.
(Documento Constituição: Lumen Gentium - Sobre a Igreja - Cap.IV - Os Leigos)

Oração do mês de Abril de 2013


 


        Estamos, Senhor, em mais um tempo pascal em nossa Igreja. Tempo em que nos alegramos e agradecemos, pois estamos celebramos a grande mística de nossa fé, onde vós vencendo a morte se faz presente ,  vivo , caminhando conosco. Que a exemplo dos primeiros cristãos, que de diversas formas fizeram a experiência da ressurreição, continuemos hoje sendo capazes de vê-lo ressuscitado onde há sinais de vida, Onde a vida estiver florescendo, onde todos estiverem promovendo a vida dos irmãos e de toda a obra da criação. Que a exemplo dos discípulos de Emaús possamos enxergá-lo no Pão Eucarístico que nos alimenta. Que diferente dos discípulos de Emaús possamos vê-lo no irmão que caminha conosco nas estradas da vida. E que as escrituras abram nosso coração e nossa mente para que iluminados pela palavra, sejamos promotores da vida para fazermos constantemente de nossa ação um agir pascal, libertador.
       Sobretudo neste tempo queremos te agradecer o dom da vida. Queremos pedir-lhe que nos dê sempre capacidade e forças para vivenciar este dom. E que a alegria pascal nos acompanhe a cada dia em nossos louvores, em toda nossa vida e assim possamos dizer: “ viva Jesus Ressuscitado presente e vivo em nossa caminhada, em toda nossa vida!”
       Amém.
 Pe. Emanuel Cordeiro Costa
DOMINGO DE RAMOS 
24/03/2013



SEMANA SANTA 

Procissão do Encontro
26/03/2013



Via Sacra nas Comunidades
Setor Santa Luzia
27/03/2013



Missa do Lava-pés
28/03/2013



Paixão do Senhor
29/03/2013



Encenação da Via Cruz
29/03/2013



Vigília Pascal
30/03/2013






Unidade na diversidade
32. A santa Igreja, por instituição divina, é organizada e governada com uma variedade admirável. «Assim como num mesmo corpo temos muitos membros, e nem todos têm a mesma função, assim, sendo muitos, formamos um só corpo em Cristo, sendo membros uns dos outros» (Rom. 12, 4-5).
Um só é, pois, o Povo de Deus: «um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo (Ef. 4,5); comum é a dignidade dos membros, pela regeneração em Cristo; comum a graça de filhos, comum a vocação à perfeição; uma só salvação, uma só esperança e uma caridade indivisa. Nenhuma desigualdade, portanto, em Cristo e na Igreja, por motivo de raça ou de nação, de condição social ou de sexo, porque «não há judeu nem grego, escravo nem homem livre, homem nem mulher: com efeito, em Cristo Jesus, todos vós sois um» (Gál. 3,28 gr.; cfr. Col. 3,11).
Portanto, ainda que, na Igreja, nem todos sigam pelo mesmo caminho, todos são, contudo, chamados à santidade, e a todos coube a mesma fé pela justiça de Deus (cfr. 2 Ped. 1,1). Ainda que, por vontade de Cristo, alguns são constituídos doutores, dispensadores dos mistérios e pastores em favor dos demais, reina, porém, igualdade entre todos quanto à dignidade e quanto à actuação, comum a todos os fiéis, em favor da edificação do corpo de Cristo. A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante Povo de Deus, contribui para a união, já que os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum: os pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestem serviço uns aos outros e aos fiéis: e estes dêem alegremente a sua colaboração aos pastores e doutores. Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade do Corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e actividades, consagra em unidade os filhos de Deus, porque «um só e o mesmo é o Espírito que opera todas estas coisas» (1 Cor. 12,11).
Os leigos, portanto, do mesmo modo que, por divina condescendência, têm por irmão a Cristo, o qual, apesar de ser Senhor de todos, não veio para ser servido mas para servir (cfr. Mt. 20,28), de igual modo têm por irmãos aqueles que, uma vez estabelecidos no sagrado ministério, apascentam a família de Deus ensinando, santificando e governando com a autoridade de Cristo, de modo que o mandamento da caridade seja por todos observado. A este respeito diz belissimamente S. Agostinho: «aterra-me o ser para vós, mas consola-me o estar convosco. Sou para vós, como Bispo; estou convosco, como cristão. Nome de ofício, o primeiro; de graça, o segundo; aquele, de risco; este, de salvação»(111).
(Documento Constituição: Lumen Gentim - Sobre a Igreja - Cap. IV - Os Leigos)