JMJ de Cracóvia. Cardeal Dziwisz anuncia a data: de 25 de Julho a 1 de Agosto de 2016


Se reunirão entre 25 de Julho e 1 de Agosto de 2016, em Cracóvia, os participantes na Jornada Mundial da Juventude, a ter lugar na cidade que viu nascer João Paulo II – quem o anunciou –informa o L’Osservatore Romano - foi o Cardeal Arcebispo de Cracóvia, Stanislaw Dziwisz, segundo quanto deu a conhecer um comunicado do Gabinete Católico de Peregrinações. Sobre este evento, imediatamente após o anúncio feito no Rio de Janeiro pelo Papa Francisco, foi activado o site krakow2016.com onde se podem encontrar todas as informações úteis para a preparação da Jornada.
SÃO BENEDITO

Na comemoração do Padroeiro da Capela e bairro São Benedito, teve a Celebração da Santa Missa, Procissão, e 06 adolescentes e jovens, fizeram pela primeira vez, a experiencia da Eucaristia. 

 

 

 

 

LEITURA ORANTE DA BÍBLIA

No mês de setembro, dedicado a Bíblia, nossa Paróquia trabalhou a leitura orante da Bíblia, na rede de comunidades. Com a ajuda de vários missionários, que se despuseram a participar das reuniões de quarteirão, durante todo o mês. Esse trabalho atingiu, todas as comunidades, que ao todo são 23 pequenas comunidades, divididas em 05 setores.

 

 

 

 

 

 


Nosso Deus é o Deus dos vivos.

                                     Ele é Deus não dos mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele.


Texto de Lc 20,27-38
Este texto de Lucas mostra o conflito com os saduceus. No tempo de Jesus os saduceus formavam um partido influente, composto pelos chefes dos sacerdotes, a nobreza sacerdotal, a nobreza leiga e de latifundiários. Os saduceus não gozavam de popularidade entre as pessoas  das aldeias. Era um setor composto por famílias ricas, pertencentes à elite, ligados ao Templo de Jerusalém, de tendência conservadora, tanto em sua maneira de viver a religião, como em sua política de procurar um entendimento com o poder de Roma. 



Lei do levirato

Do ponto de vista religioso, os saduceus são conservadores, admitindo como autênticos somente os textos bíblicos atribuídos a Moisés. Junto com os demais do Sinédrio, são os responsáveis pela morte de Jesus. Os saduceus apresentam a Jesus a lei do levirato (Dt 25,5-10). “Se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem ter filhos, o irmão deve casar-se com a viúva, a fim de suscitar descendência para seu irmão”. A lei do levirato tinha um objetivo claro: não permitir que alguém morresse sem descendência, o que seria considerado castigo de Deus. Não permitir que os bens do falecido caíssem nas mãos dos especuladores, visto que a viúva dificilmente poderia conservar para si, o que pertencia a seu marido.


Deus é o Deus dos vivos
Diante dessa questão, Jesus responde aos saduceus em dois momentos. 

No primeiro momento mostra que o mundo futuro não é reprodução da sociedade, criada pela burguesia. Isso se torna claro com o programa libertador de Jesus, a partir do momento presente em que se cumprem as Escrituras. A ressurreição é vista como prêmio da luta em favor da justiça, exatamente como aconteceu na ressurreição de Jesus: “Nesta vida os homens e as mulheres se casam, mas os que Deus julgar dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, sejam homens ou mulheres, não se casarão mais; porque não podem mais morrer, pois serão como os anjos”.
No segundo momento, Jesus mostra que a esperança da ressurreição, se baseia na mais pura revelação do Deus que se dá a conhecer, como o Deus dos vivos. Citando Ex 6,6, texto que os saduceus aceitam como “canônico”. Se Abraão, Isaac e Jacó tivessem morrido para sempre, na linha sustentada pelos saduceus, então Deus estaria negando a si próprio enquanto o Deus da vida, pois ele se apresentou a Moisés como o Deus desses patriarcas. E a conclusão de Jesus é clara: “Deus não é o Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”.
Deus não é Deus dos mortos, mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos. Deus é fonte inesgotável de vida. Deus cria os viventes, cuida deles, defende-os, se compadece e resgata sua vida do pecado e da morte. Assim lemos no livro da Sabedoria: “Tu te compadeces de todos, porque tudo podes; fechas os olhos aos pecados dos homens para que se arrependam. Amas todos os seres e não detestas nada do que fizeste; se tivesses odiando alguma coisa, não a terias criado. Como conservariam sua existência se tu não só os tivesses criado? Mas tu perdoas a todos porque são teus, Senhor, amigo da vida”. (Sb 11,23-26)


A Ressurreição
A ressurreição não pode ser pensada, como pura e simples continuidade de nossa vida terrestre. Há uma ruptura com nossa vida neste mundo: “Neste mundo, homens e mulheres casam-se”, mas no mundo futuro e na ressurreição não se casam. Os ressuscitados têm um ponto em comum com os anjos: eles não podem mais morrer; logo, não necessitam de descendência. Deus é o Deus dos vivos. “Ninguém de nós vive e ninguém de nós morre para si mesmo, porque se vivemos é para o Senhor que vivemos, e se morremos é para o Senhor que morremos”. (Rm 14,7-8).

Vamos pensar um pouco
1 – Na luta pela vida, Deus tem a última palavra. Como descobrir, o novo rosto de Deus que se manifesta, a partir das lutas do povo por liberdade e vida?

Fonte: 
 
A Bíblia dia a dia 2013 – Paulinas 

Caminho aberto por Jesus – Lucas – José Antonio Pagola
ORAÇÃO DO MÊS DE NOVEMBRO 2013




Senhor, Deus de amor e misericórdia infinita. Novembro chegou, o ano se aproxima do fim. É tempo propício para rever os nossos passos até aqui, rever, refletir, buscar a luz da palavra para nos iluminar, a fim de que reconhecendo nossas falhas, busquemos em Ti e em tua Palavra o direcionamento para prosseguir em nossa caminhada na construção de um mundo novo, onde prevaleça a Paz e a Justiça.
        Novembro, mês de todos os Santos e santas, que eu busque me santificar a cada dia, na vivência da Partilha e comunhão, doando meus dons a serviço da vida em minha comunidade. Tempo de sentir forte a saudade, sem perder a dimensão da eternidade, louvar e agradecer-te no dia de finados pelos presentes que foram as inúmeras pessoas que nos destes a graça de conviver, mas que partiram antes de nós e nos aguardam na morada eterna. Tempo de fortificar nossa fé, no Deus da Vida que nos surpreende a cada dia com sua presença incansável em todos os momentos de nossas vidas.

       Novembro que coroamos a Cristo, Rei do Universo, Rei dos Reis, Rei do Amor infinito, encerrando assim o ano litúrgico e o ano da fé, fé que nos remete a sair de nós mesmos e ir de encontro a Cristo na pessoa do irmão que sofre e grita por libertação, como leigos e leigas comprometidos (as) com a construção do Reino de amor propagado por Cristo.
 
      Senhor agradeço por tudo que sou e virei a ser com o teu auxílio. 
  
     Amém!
Ana Maria de Sena
Parábola desconcertante

                                              “Meu Deus, tem compaixão de mim que sou pecador!”

Texto de Lc 18,9-14
Neste texto, Lucas conta a parábola do fariseu e do publicano. Nesta cena aparecem dois personagens: um fariseu e um publicano e o templo onde Deus habita. A parábola não fala só de dois homens que oram no templo, mas de como Deus atua, presente nesse templo que  chamavam “a casa de Deus”, porque ali habita o Deus santo de Israel. O templo representava a presença de Deus, que reina sobre seu povo. 
O fariseu, normalmente, é um homem piedoso que cumpre fielmente os mandamentos, observa estritamente as normas de pureza ritual e paga escrupulosamente os dízimos. É dos que sustentam o templo. Sobe ao santuário sem pecado: Deus não pode senão abençoá-lo. 
Também sabem o que é um publicano: um judeu que vive de uma atividade desprezível. Não trabalha para recolher dízimos e sustentar o templo, mas para arrecadar impostos e subir na vida. Sua conversão é impossível. Nunca poderá reparar os abusos que cometeu nem retribuir às suas vítimas o que lhes roubou. Não pode sentir-se bem no templo. Este não é seu lugar.
O relato de Jesus desperta logo o interesse e a curiosidade dos ouvintes. Como se sentirão ali, na presença de Deus, dois homens tão diferentes e opostos como um fariseu e um cobrador de impostos?

Este texto mostra dois tipos de oração

O fariseu ora em pé, seguro e sem nenhum temor. Sua consciência não o acusa de nenhum pecado pelo qual tenha que expiar. De seu coração brota espontaneamente o agradecimento: “Ó Deus, dou-te graças”. Não é um ato de hipocrisia. Tudo o que ele diz é real. Cumpre fielmente todos os mandamentos: não pertence ao grupo de pecadores, no qual, naturalmente, está o arrecadador de impostos.  Jejua todas as segundas e quintas-feiras pelos pecados do povo, embora só seja obrigatório uma vez ao ano, no dia da Expiação.  Não só paga os dízimos obrigatórios dos produtos do campo: trigo, azeite, vinho, mas inclusive de tudo quanto ganha. Sua vida é exemplar. Cumpre fielmente suas obrigações e até vai além. Não atribui a si mesmo mérito algum, é Deus quem sustenta sua vida santa. Se este homem não é justo, quem o será? É um modelo de fidelidade e obediência a Deus. Quem poderia ser como ele! Pode contar com a bênção de Deus. Assim pensam os que ouvem Jesus.
O publicano, cobrador de impostos, mantém-se à distância. Não se sente à vontade; não é digno de estar naquele lugar. Sabe o que estão pensando a seu respeito: é um funcionário desonesto e corrupto que não trabalha para o templo, mas para o sistema estabelecido por Roma. Nem sequer se atreve a levantar os olhos do chão. Bate no peito para reconhecer seu pecado e sua vergonha. Não promete nada. Não pode restituir o que roubou a tantas pessoas. Não pode deixar seu trabalho de cobrador de impostos. Já não pode mudar de vida. Não tem outra saída senão abandonar-se à misericórdia de Deus: “Ó Deus, tem compaixão de mim, porque sou pecador”. O pobre homem não faz senão reconhecer o que todos sabem. Ninguém gostaria de estar em seu lugar. Deus não pode aprovar sua vida de pecado.

Jesus rompe os esquemas

Jesus, de repente, conclui sua parábola com uma afirmação desconcertante: “Digo-vos que este publicano desceu para casa justificado, e não aquele fariseu”. Os ouvintes sentem romper-se todos os seus esquemas. O homem piedoso, que inclusive fez mais do que pede a lei, não encontrou o favor diante de Deus. Pelo contrário, o cobrador de impostos que se entrega à sua misericórdia, sem comprometer-se sequer em mudar de vida, recebe seu perdão. Jesus pegou os ouvintes de surpresa. De repente abre-os a um mundo novo que rompe todos os esquemas.  Há algo fascinante em Jesus.
Na parábola Jesus dá um dado inquestionável: um desprezado cobrador de impostos apelou para a misericórdia de Deus e encontrou graça. Quem se sente pecador vive uma experiência diferente. Ele tem consciência clara de sua miséria.

Vamos pensar um pouco
1 – Que pecado cometeu o fariseu para não encontrar graça diante de Deus? Onde está sua falta?
2 – Que méritos teve o cobrador de impostos para sair justificado do templo?
3 – Como pode Jesus falar de um Deus que não reconhece o piedoso e, pelo contrário, concede sua graça ao pecador?
4 – Quando alguém percebe que sua consciência o declara culpado e desaparece sua segurança, não sente então a necessidade de refugiar-se na misericórdia de Deus e somente em sua misericórdia?

Fonte:  
Jesus, aproximação histórica  pg. 168ss – José Antonio Pagola