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JMJ RIO2013

Nossa Paróquia, foi representada na JMJ, por quatro jovens: Higino Galvão Neto (catequista), Maria Cecilia Evangelista (coord.Coroinhas), Lucimarcos (coord.Proj.Juv.na Capela Rural) e Jean Carlos Barbosa (coord.Pascom).
“A oportunidade de estar presente no evento a nível mundial, e com a presença do Papa Francisco, é inexplicável, a experiência de estar com jovens vindo de todas as partes do mundo com o mesmo objetivo, buscando a mesma espiritualidade, nos fortaleceu e enriqueceu ainda mais nossa fé.”  Esta foi a frase que os jovens resumiram a peregrinação na JMJ.
Os jovens participaram de três catequeses, encerradas com a Celebração Eucarística. A primeira catequese foi ministrada por Dom Odelir, Bispo da Diocese de Sobral – Ceara, com o tema “ Sede de Esperança, sede de Deus”. A segunda por Dom Cesar, Bispo da Diocese de Bom Jesus da Lapa – Bahia, e o tema foi “Apresentar o Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo”, e a terceira e ultima catequese,  por Dom Aldo, Bispo da Diocese de João Pessoa, como o tema “Missionariedade”.
Eles foram recebidos  pela Paróquia Nossa Senhora da Ajuda, na Ilha do Governador. Famílias da paróquia acolheram os jovens para dar pouso durante toda a Jornada.
Os jovens de nossa paróquia foram para a JMJ com a o Grupo de Oração Resgate, da Paróquia Senhor Bom Jesus de Monte Aprazivel.

 

 

 

 

Juventude: onde andam os jovens?


Enquanto escrevo este artigo, continuam a chegar notícias e imagens da terrível tragédia ocorrida em Santa Maria (RS), na madrugada deste domingo, dia 27. Mais de 230 mortos confirmados no incêndio da casa noturna. A maioria, jovens estudantes. Santa Maria é uma cidade universitária, com estudantes de todo o Brasil. Muita consternação.

Sofrimento e tristeza imensas abateram-se, de repente, sobre inúmeras famílias, que punham tantas esperanças nos seus filhos jovens, cheios de vida e de ideais. A dor é compartilhada pelo Brasil inteiro; de todos os lados, chegam mensagens de solidariedade, de autoridades políticas, lideranças comunitárias e pessoas comuns do povo: todos gostariam de se manifestar, de fazer algo, de dizer uma palavra de conforto às mães desesperadas diante dos corpos estendidos no chão do ginásio de esportes, para serem reconhecidos e identificados... À distância, nos colocamos em oração silenciosa, a pedir a Deus o conforto pelos que sofrem e a vida eterna para os que a perderam tão precoce e tragicamente para este mundo.

Vida e morte se encontraram numa circunstância inusitada, enquanto os jovens festejavam e se alegravam... Da diversão ao luto, em poucos minutos! Como é possível que aconteçam tragédias semelhantes? As responsabilidades ainda devem ser apuradas, mas tomam sobre si enormes encargos pela segurança, a integridade física e a vida de outras pessoas, aqueles que mantêm semelhantes locais de agregação de massas humanas, sejam os fins que forem; as medidas emergenciais de segurança estavam todas asseguradas e checadas? Espetáculos com elementos de risco estavam autorizados? Os locais estavam devidamente vistoriados e liberados pelas autoridades competentes? Estavam habilitados e treinados aqueles que deviam zelar pela segurança?

Após a tragédia, passado o silêncio respeitoso pelos mortos e aos muitos feridos e enlutados, resta fazer uma reflexão em vários setores: quanto vale a vida humana? Ela pode ser moeda de troca em função de ganhos e lucros? Cada vida humana é única e preciosa, não podendo ser exposta ao perigo, de maneira leviana; mais ainda, quando se pretendem maiores ganhos, com menores despesas em segurança. Semelhantes tragédias, igualmente em casas noturnas de diversão, têm acontecido em outros países também. Não estaria na hora de haver maior vigilância sobre a segurança de tais locais?

Para o Brasil, o motivo de tristeza ainda é maior, justamente neste ano, quando acontecerá a Jornada Mundial da Juventude, em julho, no Rio de Janeiro. Há poucas semanas, a cruz da Jornada da Juventude peregrinou por Santa Maria, com a acolhida e a participação entusiasta de milhares de jovens. Talvez, muitos dos que perderam a vida no incêndio estiveram também entre eles... E a juventude é tema da Campanha da Fraternidade, que será aberta na próxima Quaresma: “Juventude e Fraternidade”.

A tragédia de Santa Maria nos motiva a voltarmos nossa atenção com maior empenho para os jovens: que não lhes falte a presença, o estímulo e o bom exemplo dos adultos nas escolhas que devem fazer para a vida; que tenham oportunidades para se preparar bem para assumirem seu lugar na sociedade e seu rumo na vida; que não sejam abandonados, de maneira resignada, aos ideólogos do vazio e da desorientação antropológica e moral, ou aos que investem pesado neles para explorar suas energias jovens e sua vontade de viver em função de manobras ideológicas ou ganhos econômicos, conduzindo-os para os becos sem saída da droga, da corrupção moral e social. Que não recebam apenas propostas vazias e nihilistas para suas vidas, mas orientações e indicações sólidas para a construção de seu futuro.

No Brasil, nós temos neste ano uma chance de ouro para nos dirigirmos aos jovens. São eles que terão nas mãos a responsabilidade pela vida social, logo mais, daqui a poucos anos. E da vida da Igreja também. A Campanha da Fraternidade está às portas e a Jornada Mundial da Juventude já está mobilizando muitas energias jovens pelo Brasil todo. Como faremos para envolver a maioria absoluta dos jovens, que ainda não são alcançados pelas nossas propostas pastorais, nem nossas homilias dominicais, mas que se encontram, aos milhões, nas escolas e universidades e nas casas de diversão, sábados à noite?

Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
 
                                  Feliz ano da juventude

Um grande ano nos espera, um ano no qual a nossa cidade vai ser invadida por uma onda de jovens vindos de todas as partes do Brasil e do mundo e vai receber a visita do Papa Bento XVI. Iremos iniciar o primeiro dia do primeiro mês do Ano da Juventude.

Um grande ano, de muito trabalho e de muitos encontros se delineia para a nossa amada cidade, para os nossos jovens, para as nossas famílias. O próximo ano será o ano da Jornada Mundial da Juventude, evento que sempre deixa um rastro positivo de renovação, um ano marcado não só pela curiosidade de ver uma multidão de jovens animar a Cidade Maravilhosa, mas de observar que novidade que ela trará para a vida de cada um de nós. Entre tantos legados que esperamos dos grandes eventos, este terá um incomparável: deixará a presença de um Deus Amor no coração dos jovens arautos da manhã e anunciadores de um mundo novo.

No próximo dia 5, no Arpoador, no Rio de Janeiro, iremos comemorar a espera dos últimos 200 dias para a JMJ. A espera é uma palavra difícil, sobretudo para os jovens, mas é uma palavra prenhe de vida. A espera é a nota do tempo de Advento, que nós acabamos de viver. Um tempo que se concluiu com a figura de Maria, nossa mãe e mãe de Deus, que viveu como nenhuma outra pessoa a espera do nascimento do Salvador. É a figura de Maria, Mãe de Deus, que encerra a oitava do Natal e abre o novo ano.

Esperamos todos para que entre o 23º ao 28º dia do sétimo mês do ano da juventude, a nossa cidade seja transformada no “Santuário Mundial da Juventude”! Preparamos e esperamos com carinho esse belo momento.

A espera de Nossa Senhora era uma espera bendita, como aquela que as mães geralmente vivem, dominadas pela presença do filho que carregam em si, mas igualmente pelo desejo de vê-Lo, conhecer suas feições, acariciar seu corpo diminuto, de contemplar a novidade da criança que deve nascer. Presença e espera convivem entre si e se completam. Presença e espera continuam a preencher os dias de uma mãe que vê seu filho crescer, de novidade em novidade.

O primeiro dia do Ano é dedicado à Mãe de Deus! É muito importante que seja assim. É como que uma invocação para que aquela que soube esperar nos ensine a esperar também. A esperar e a reconhecer que existe uma Presença que acompanha a nossa vida. A novidade do Ano Novo não pode se exaurir no primeiro dia. Um ano realmente novo é aquele que traz novidade a cada dia. É o que anunciamos: a espera já é a grande festa da juventude.

Esta espera esquenta o coração, nos faz vibrar e é a coisa mais bonita da festa de Réveillon, que enche aquele cenário excepcional que é a Praia de Copacabana. Iremos, como todos os anos, celebrar e esperar do alto do Corcovado, aos pés do Redentor. Porém, neste ano, o povo que espera o Ano que deve chegar, espera, na verdade, algo mais.

A multidão é cheia da espera por uma novidade que não se sabe qual seja, mas que deve vir. A espera tem a dimensão do coração do homem. Nosso coração espera, traz uma espera que nem o barulho ensurdecedor do tempo consegue eliminar. Todo o mundo parece conspirar para que o homem não espere, viva sem viver, se habitue ao feio e ao pequeno, mas, diante das águas do mar de Copacabana e do anúncio da novidade, a espera reacende. Dali, a espera se estende por toda a cidade, todas as casas e salões e clubes que receberão os jovens peregrinos. E no atual vazio de uma região em Guaratiba contemplaremos os milhões de jovens que anunciarão ao mundo a aurora de um tempo novo ao contemplar os montes que se erguem no entorno e que, levados pela nova Avenida com seus ônibus de transporte rápido, percorrerão ruas e vielas, túneis e viadutos para levarem ao mundo a esperança e a paz em Cristo.

Para o próximo ano é importante que os jovens da cidade do Rio de Janeiro sejam portadores da Paz. O Papa Bento XVI, em sua XLVI Mensagem para o Dia Mundial da Paz, recorda que todos somos chamados a ser felizes por sermos os construtores da Paz: “Bem-aventurados os obreiros da Paz”. Em sua mensagem anterior, para o ano que finda, o Papa dirigiu explicitamente sua mensagem à juventude: "nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista. Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens, e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade.

Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: «Educar os jovens para a justiça e a paz », convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo. Importante que estes fermentos e o idealismo que encerram encontrem a devida atenção em todas as componentes da sociedade. A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver « coisas novas » (Is 42, 9; 48, 6). Por isso nossa atenção, unindo os temas dos dois anos, para que os jovens, educados para a justiça e a paz sejam felizes por construir a paz.

Queridos jovens: o próximo ano é de vocês! Assim como a JMJ nos envia a fazer discípulos entre os povos, a Campanha da Fraternidade coloca todos disponíveis: “Eis-me aqui, envia-me”. A Arquidiocese do Rio de Janeiro abre os seus corações para receber a todos como o Nosso Cristo Redentor – de braços abertos. Animem-se para viver com intensidade a JMJ Rio 2013 e vamos testemunhar Deus Menino, nascido de Maria Santíssima, para nos salvar!

A Praia de Copacabana, no sétimo mês do Ano da Juventude, vai ser tomada por uma multidão diferente: jovens de todas as raças e línguas que encontram Alguém que os encheu de espera e de esperança. Dali, partirão em peregrinação para o oeste da cidade, para dizer, em Guaratiba, que eles querem preencher todos os vazios do mundo com a esperança de uma nova vida buscada no íntimo de todos. Assim, juntos iremos passar pela “porta da Fé” a caminho de novos horizontes. A fé é um modo diferente de ver e viver a vida, um modo que é dominado por uma Presença que enche o homem de espera.

A todos os homens de boa vontade, construtores da paz, de perto e de longe, desejamos um feliz e santo ano da juventude.

Por: DOM ORANI JOÃO TEMPESTA, O. Cist.
ARCEBISPO METROPOLITANO DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, RJ
                O mundo hoje e a JMJ
A aproximação da Jornada Mundial da Juventude aqui no Rio de Janeiro em julho de 2013, dentro do ano da Fé, nos faz cada dia agradecer a Deus pelo grande dom que nos concedeu. É um tempo de graças e louvor. Temos certeza de que será também um momento marcante para o nosso país e, sem dúvida, para a América Latina, que devido à proximidade deverá participar com mais presença nesse evento.

É a segunda vez que uma JMJ ocorre na América Latina – depois de 25 anos da primeira, que foi em Buenos Aires! Os tempos são outros para o mundo, para o nosso continente e para o nosso país. As diferenças de situação, cultura, realidade colocam-nos novos questionamentos e exigem novas respostas. As gerações x, y e z, como são chamados hoje os vários grupos etários e de relacionamento digital, deverão fazer uma grande diferença nesta nova época. Como ser resposta para um mundo sonhado, justo e solidário, anunciador da vida e responsável pela construção de um futuro luminoso?

O mundo construído até hoje está diante de nossos olhos com suas realidades boas e ruins. A geração jovem é herdeira dessa realidade. Porém, se no passado os jovens aos poucos assumiam as responsabilidades que foram de seus antepassados, hoje, pelo caminhar da história, parece que desejam criar uma nova realidade e não repetir o que foi no passado. Se as realidades mais racionais que fazem parte do espírito humano têm sido superadas pelo emocional, tanto para fazer as guerras e violências como para tentar fazer o bem, estamos diante de um momento importantíssimo da história.

Nós mesmos somos testemunhas das mudanças de paradigmas em nossa sociedade – desde a questão da vida e da família até as questões políticas, sociais e éticas. Até que ponto essas novas direções, comandadas por grupos minoritários influentes, transformarão a sociedade de acordo com os seus pensamentos e pretensas convicções? A esperança de uma democracia onde todos fossem ouvidos e respeitados ainda ressoa nos corações e nas mentes. Mas com a realidade das influências midiáticas, legislativas, subliminares e de pressão, os conceitos começam a ter outro peso. Muitas vezes as decisões são muito mais por pressão e por interesses de pessoas ou de grupos do que pelo bem da humanidade, o bem do planeta, o bem do povo.

A ideia de que posso fazer qualquer coisa, mesmo má, para justificar um fim bom já foi pensada muito antes na história da filosofia e sociologia. Assistimos muitas vezes a um desmantelamento dos valores e da sociedade atual com relação aos valores do ser humano. O simpósio da semana passada na PUC RJ sobre o “Humanismo e sentido da Vida” com a pergunta de fundo: o que faz o ser humano ser humano? – sem dúvida faz com que paremos alguns momentos nessa desenfreada correria do fazer e executar para refletir e pensar sobre os rumos do mundo.

A preocupação econômica domina as manchetes e as preocupações globais de nosso planeta. O consumismo desenfreado, desencadeado por uma opção econômica, começa a ser questionado tanto pelos problemas ambientais nesse nosso único habitat possível, como pelo próprio sistema, que tem dado problemas por todos os quadrantes. Como os atuais mandatários conseguem resolver essa equação?

A dificuldade em conciliar o ético e moral com o desenvolvimento e justiça social tem sido uma constante nesse pêndulo político-social hodierno. Os tempos são difíceis para o nosso futuro. E diante disso os embates são constantes.

Devido a exageros de alguns grupos tidos como religiosos, também as religiões em nosso hemisfério ocidental têm sido colocadas fora das questões, como se uma pessoa não pudesse ter suas convicções e ser cidadão ao mesmo tempo. Descartar religião como algo apenas intimista, sem presença no social, é também um questionamento próprio de nosso tempo em que “estado leigo” é confundido com “ateísmo”.

É diante desses questionamentos que um encontro mundial de jovens que procuram respostas diante dessa sociedade para construir o futuro, não apenas herdando o passado, mas fazendo algo novo, enche de esperança o mundo todo. Este tipo de encontro, inspirado pelo grande profeta que foi o Papa João Paulo II, tem sido um anúncio que esse “outro mundo possível” passa por valores importantíssimos para a vida do ser humano..

No último final de semana deste mês, jovens representantes de 76 nações do mundo estarão aqui no Rio de Janeiro para conhecer o lugar desse grande acontecimento da Igreja Católica – a Jornada Mundial da Juventude – e para colocar suas questões acerca do que os espera aqui no Brasil. Já será um eco das esperanças que nutrem, ao vir de países distantes para uma experiência jovem de vida e fraternidade. Jovens de todas as crenças e convicções se colocam juntos para pensar o amanhã e, mais do que isso, serem testemunhas do futuro.

Ao acolhê-los em nossas casas, em nossos corações, em nossas cidades tenho certeza de que ficará a alegria de podermos contemplar o amanhã com novos olhos.

Eis que se abre para nós este tempo! Vivamos com generosidade e paz. Preparemos os caminhos que se tornarão novos com a geração nova. Desta forma, os que virão depois da geração “z” irão avançar ainda mais para um mundo mais humano que, de uma forma ou outra, todos sonhamos no passado e somos chamados a sonhar também hoje. Sonhemos juntos e construamos juntos o amanhã.

Desde já uma feliz Jornada Mundial da Juventude para todos!
Por: DOM ORANI JOÃO TEMPESTA, O. Cist.
ARCEBISPO METROPOLITANO DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, RJ

         Oração Oficial
da Jornada Mundial da Juventude


Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.

Amém!

"Ide e fazei discípulos entre todas as nações"
( M a t e u s 28,19 )

SÍMBOLOS DA JMJ

A CRUZ

A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.
A cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude, foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: “Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção” (Sua Santidade João Paulo II, Roma, 22 de abril de 2004).


Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre. Desde 1984, a cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Austrália, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994, a cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do país sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

O ÍCONE DE NOSSA SENHORA

Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a cruz da JMJ: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no Ocidente, Santa Maria Maior. “Hoje eu confio a vocês... o ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas” (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003).



LEMA DA JORNADA

IDE E FAZEI DISCÍPULOS ENTRE TODAS AS NAÇÕES

“A Jornada Mundial da Juventude em Madrid renovou nos jovens o chamado a serem o fermento que faz a massa crescer, levando ao mundo a esperança que nasce da fé. Sede generosos ao dar um testemunho de vida cristã, especialmente em vista da próxima Jornada no Rio de Janeiro”.

Essa convocação foi feita pelo Papa Bento XVI no anúncio do lema da Jornada Mundial da Juventude Rio2013: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19), durante a audiência geral no dia 24 de agosto.


O QUE É A JMJ?

Tudo começou com um encontro promovido pelo Papa João Paulo II em 1984. Foi um encontro de amor, sonhado por Deus e abraçado pelos jovens. Vozes que precisavam ser ouvidas e um coração pronto para acolhê-las.

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), como foi denominada a partir de 1985, continua a mostrar ao mundo o testemunho de uma fé viva, transformadora e a mostrar o rosto de Cristo em cada jovem.

Cerca de 300 mil jovens estiveram unidos ao Santo Padre na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 1984, quando ele entregou aos jovens a Cruz da Jornada. E os encontros continuaram: novamente em Roma, (1986 – Diocesana), em Buenos Aires (Argentina – 1987), em Santiago de Compostela (Espanha – 1989), em Czestochowa (Polônia – 1991), em Denver (Estados Unidos – 1993), em Manila (Filipinas – 1995), em Paris (França -1997), em Roma (Itália – 2000), em Toronto (Canadá – 2002). Com Bento XVI em Colônia (Alemanha – 2005), em Sidney (Austrália – 2008) e em Madri (Espanha – 2011).

As cidades que sediam uma Jornada ganham, de verdade, um ‘colorido’ diferente. São centenas de nacionalidades misturadas e integradas. Coisas que são consideradas empecilhos em outras situações como o desconhecimento da língua e a diversidade cultural tornam-se atrativos em uma JMJ.

Além do fato de estar em outro país, com seus encantos turísticos, a participação na Jornada requer um corpo preparado para a peregrinação e um coração aberto para as maravilhas que Deus tem reservado para cada um. São catequeses, testemunhos, partilhas, exemplos de amor ao próximo e à Igreja, festivais de música e atividades culturais. Enfim, um encontro de corações que crêem, movidos pela mesma esperança de que a fraternidade na diversidade é possível.

Renata Rodrigues